Teresa Cristina mostra novo disco de samba em show

A cantora e compositora carioca faz temporada de oito espetáculos no Teatro Fecap

Figura mais famosa do bairro da Lapa, reduto boêmio do Rio de Janeiro, a sambista Teresa Cristina traz a São Paulo o show em que apresenta as músicas de seu quarto álbum, “Delicada”. Ela faz oito shows no Teatro Fecap, a partir de hoje, sempre às 21h. Na companhia do Grupo Semente, Teresa interpreta sambas autorais, a exemplo de “ Cantar”, e temas de bambas como Nei Lopes e Candeia. Confira a entrevista da sambista ao Metro.

O que mudou neste novo CD?
Os arranjos estão mais elaborados, o entrosamento com o grupo mais afinado, além de um amadurecimento musical natural.

Roberta Sá e Maria Rita lançaram discos de samba, mas renegam o título. E você?
Para mim, é uma grande honra ser chamada de sambista. Mas eu entendo o lado delas. O Nelson Sargento, por exemplo, dedicou a vida inteira a isso. Tem ligação com a Mangueira, é conhecido em todas as rodas… Não é o caso da Roberta nem da Rita.

Você sempre foi muito tímida no palco. Isso mudou?
Eu me esforço. Com a idade, mais do que rugas, a gente ganha maturidade. Hoje em dia eu até me divirto. Mas que ninguém espere me ver andando de um lado para o outro e movimentando os braços o tempo inteiro.

Como serão os shows?
Além das 14 músicas do meu quarto disco, devo interpretar “Sete Cantigas para Voar”, do Vital Farias, e alguns temas dos outros trabalhos, como “A Borboleta e o Passarinho”, “Candeeiro” e “Pedro e Tereza”.

O que a motivou a gravar “Gema”, de Caetano Veloso?
Sempre cantei as músicas dele nos meus shows. E “Gema” eu ouço desde que ele gravou em “Outras Palavras”, de 1981. Mas não tenho a mínima idéia se ele ouviu e gostou. Dá até medo!

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