Cauby Peixoto é sucesso absoluto nas noites de terça do Bar Brahma
Um trio chinfrim de teclado, contrabaixo e bateria toca as primeiras notas da noite. Do outro lado de um lotado Brahma, Cauby Peixoto surge escoltado por dois seguranças. Ele brilha ainda mais com as luzes que se refletem em sua roupa, encravada de cristais Swarovski, lantejoulas e strass. O público levanta-se e aplaude efusivamente enquanto o astro caminha, por entre as mesas, em direção ao pequenino palco. Tem sido assim desde o começo de novembro, quando o cantor de Conceição e Bastidores iniciou temporada no bar. O sucesso do espetáculo, previsto para cinco noites, foi tanto que Cauby resolveu estender as apresentações até depois do Carnaval. O show não segue um script. “Canto o que o público pedir”, diz. Na platéia predominam casais maduros e senhoras solteiras. Muitas delas, diz o cantor, lhe escrevem cartas apaixonadas. Outras mais contidas anotam pedidos de música em guardanapos. Cabe a Nancy, a produtora, reescrever com canetinha hidrocor, em letras garrafais, para que o ídolo consiga ler.
Quem desenha suas extravagantes roupas?
Aqui no Brasil, há muito tempo o D’Carlo é meu alfaiate oficial. Ninguém faz uma ombreira como ele. Certa vez, nos Estados Unidos, eu estava numa festa, numa party, como os americanos costumam chamar, e de repente vem um rapaz em minha direção e me pergunta: “De onde é essa roupa?”. Era o Rock Hudson. Eu adoro um brilho.
No ano 2000, o senhor passou por uma cirurgia para implantar seis pontes de safena. Isso afetou sua voz?
Tenho muita sorte, não posso negar. Graças a Deus continuo forte. Naturalmente, redobrei os cuidados. Certa vez alguém me disse que a voz é algo que se gasta com o tempo, mas até agora eu não senti diferença alguma.
Sua voz está no seguro?
Sim. Ela vale 3 milhões de reais.
Quantas plásticas o senhor já fez?
Foram três ou quatro. A primeira… há muito tempo, nem me lembro quando.
Afinei o nariz, tirei as olheiras e diminuí a papada. Fiquei muito mais bonitinho.
E essa cabeleira, é tudo natural?
Tenho muito cabelo, mas confesso que às vezes é necessário fazer um truque.
Quem são seus grandes amigos hoje? Os mais íntimos, aqueles que convida para almoçar em casa…
Agnaldo Timóteo, Miele, Roberto Carlos e Agnaldo Rayol. O Roberto só não diz que eu sou melhor do que ele porque o rei é ele, né? Mas ele é meu fã.
Por falar nisso, chegou a namorar alguma fã?
Namorei uma para não ter de namorar outras.
Como assim?
Certa vez, após uma apresentação, milhares de meninas gritavam meu nome e essa moça começou a me beliscar. Puro ciúme. E dava uns beliscões fortes, daqueles que machucam. Quando meu empresário viu aquilo, me alertou: “Olha aqui, Cauby, ou você fica com essa dona, ou você faz sua carreira”. Optei pela carreira. Passei a olhar para todas e a não namorar nenhuma. Claro, sempre havia alguma para quebrar o galho na hora da necessidade.
Atualmente o senhor se relaciona com alguém?
Vivo como um monge. A minha amante e minha esposa é a música.
Afinal, Cauby, quantos anos você tem?
Anjo não tem idade, meu querido (segundo os amigos, ele está com 78).
Escrito por rimoreno 